Archive for the 'Serviços' Category

13
dez
10

A liberdade vigiada e tida como direito

No livro “A imprensa e o Dever da Liberdade” o autor trata da questão inerente ao jornalista: a liberdade como direito para a prestação de um serviço à sociedade. Visto que o tema parece ter se esgotado em tantos livros, estudos e especulações, Eugênio Bucci procura trabalhar a partir de uma perspectiva diferenciada e mais profunda. Ele sai em defesa não somente da liberdade como dever, mas como um direito que deve ser exercido no mais amplo sentido do termo abarcado no jornalismo. E afirma que seu bom funcionamento depende tão somente da vigilância e da busca pela isenção. À parte isso, qualquer interferência ou posicionamento certamente o corromperá.

Para tanto, o escritor recorre a grandes pensadores e escritores, como Platão, Sartre, Saramago e Nelson Rodrigues, de quem empresta ‘O beijo no asfalto’ para usar como pano de fundo de uma intensa análise da postura profissional do jornalista. Também ilustra suas justificativas para o ponto em questão com trechos de reportagens, menção ao resultado da união de grandes conglomerados e o domínio do poder de governos sobre o que é produzido – manipulação, entre outros episódios.

Cada capítulo é composto por textos escritos entre 1997 e 2008 e tem como introdução ‘Por que o jornalista não tem o direito de renunciar à própria liberdade’. Após elucidar dúvidas acerca do objetivo do livro, o leitor acompanha relatos e diagnósticos das influências da indústria do entretenimento sobre o jornalismo em ‘… e o jornalismo virou show business’. Trazendo certa ironia na bagagem, Bucci promove a reflexão e escancara o que antes pertencia às entrelinhas quando examina a relação de um jornalista com um delegado, e faz contraponto entre arte e realidade em ‘A promiscuidade com as fontes segundo O beijo no asfalto’.

Em ‘Informação e guerra a serviço do espetáculo’ o autor coloca em pauta a fragilidade da verdade jornalística frente às ações de comunicação do governo americano antes da guerra contra o Afeganistão e o Iraque. Além de estudar como o discurso jornalístico perdeu suas características e se tornou uma fraude: o espetáculo ligado a outros interesses que não o público. Em contrapartida, em ‘Jornalistas e assessores de imprensa: profissões diferentes, códigos de ética diferentes’ a discussão se volta para a rixa entre as duas profissões díspares tratadas pelo sindicato como uma só.

No penúltimo capítulo, ‘Verdade e independência numa empresa pública de comunicação’, o autor aponta como e onde o governo se infiltra na comunicação e a toma como instrumento para propagar sua imagem e seus feitos, ferindo gravemente a essência da profissão. Também exemplifica, a partir de cases da Radiobrás, que tipo de postura deve ser adotada pelas empresas públicas de comunicação. E por fim, ‘A imprensa e o dever da liberdade’. Aqui, Bucci sinaliza a importância do exercício da isenção em coberturas relacionadas a movimentos populares e ao governo, além fazer uma análise sobre esse público de movimentos sociais e as matérias resultantes na mídia, de acordo com o público-alvo.

Eugênio Bucci é jornalista e professor doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Foi presidente da Radiobrás (de 2003 a 2007) e secretário editorial da Editora Abril.

Serviço
Livro: A imprensa e o dever da liberdade – A independência editorial e suas fronteiras com a indústria do entretenimento, as fontes, os governos, os corporativismos, o poder econômico e as ONGs
Autor: Eugênio Bucci
Editora: Contexto
Preço sugerido: R$ 27,00

Anúncios
13
dez
10

Longa (e um tanto caricata) trajetória de Assis Chateaubriand

Fernando Morais narra a trajetória daquele que foi um dos maiores arquitetos da comunicação no Brasil – Assis Chateaubriand, o Chatô. O império desse paraibano de Umbuzeiro foi construído sob o véu obscuro de práticas fraudulentas, principalmente no que concerne a assuntos financeiros. E o autor não se priva de transmitir ao leitor os pormenores da falta de ética do personagem. Contudo, essa abordagem adotada por Morais, além de entreter o leitor e documentar a história de um personagem tão importante para a comunicação, suscita questões acerca do papel do jornalista de hoje e coloca em voga a discussão sobre ética.

O livro começa com um delírio de Chatô quando estava internado por causa de uma trombose, traça brevemente sua infância para logo se aprofundar na figura controversa e sua vida repleta de aventuras e desventuras. Nas mais de 730 páginas fica claro que o que importava para Chateaubrian era exclusivamente adquirir cada vez mais poder. E não foi do nada que erigiu seu império. Entre tantos amigo e inimigos que conquistou suas relações eram instáveis, já que agia a favor ou contra determinada pessoa conforme seus próprios interesses. Por conta disso, as pessoas preferiam ficar ao seu lado do que fazer inimizade com o ‘homem com o diabo no corpo’, como era conhecido pelos censores da ditadura. Como ele mesmo dizia: “Ser prudente é antes de tudo ser medíocre.” O resultado desse comportamento estratégico misturado a tanta falcatrua foi um poderoso conglomerado composto por jornais, revistas, estações de rádio e televisão, os Diários Associados.

Em seu currículo ainda consta atuação nos negócios, na arte, bem como a fundação do Masp e influência em atos políticos – Lei “Teresoca” promulgada por Getúlio Vargas, apoio em eleição e deposição de presidente. Chatô também colecionava mulheres e filhos, apesar de ser feio e de ficar incapacitado de manter relações sexuais em virtude da trombose. Entretanto, seus relacionamentos não passavam de diversão e conveniência, já que seu foco era totalmente direcionado aos negócios. Dito isto, não é de se estranhar sua fama de pai ausente e péssimo marido.

À parte todas as polêmicas em torno de Chateaubriand, Fernando Morais não deixa de frisar seus pontos positivos. O poder de relacionar-se com políticos e pessoas influentes de forma a conseguir realizar seus intentos, o feito de ter trazido a televisão para o país e toda (r)evolução promovida na mídia, na forma de comunicar, além das gráficas e impressões. Sem esquecer da TV Tupi, que foi a emissora de televisão estreante. Outro ponto a ser mencionado é que o respeito que as pessoas tinham por Chatô se devia mais pelo medo que ele precipitava do que pela admiração, o que nem por isso deve ser descartado como um dos sucessos atingidos por ele. Também não podemos esquecer de que, fora o fato de ser uma obra extensa e detalhista que parece se perder um pouco ao final, Chatô, o Rei do Brasil tem seu valor histórico não só sobre a vida do personagem, mas também da história da República do Brasil e do panorama do século XX.

Fernando Morais é jornalista, político e escritor. Entre as biografias mais famosas que escreveu está ‘Olga’ sobre a vida trágica de Olga Benário.

Serviço
Livro: Chatô, o Rei do Brasil
Autor: Fernando Morais
Editora: Companhia das Letras
Preço sugerido: R$ 69,90

06
fev
09

Doe sangue, doe vida!

Divulgação

Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde precisa de doadores de sangue. Por conta do carnaval as doações caem entre 30 à 50% nessa época. Para doar basta pesar mais de 50 quilos, ter entre 18 e 65 anos, bom estado de saúde e apresentar documento com foto. Portadores do vírus HIV ou pessoas com hepatites B ou C não podem doar. Não dói nada e você ainda pode salvar vidas.

Serviço:
Relação de postos de coleta no Estado de São Paulo
Tel.: 3066-8701
http://www.saude.sp.gov.br

03
dez
08

Blogs Unidos Por Santa Catarina

untitled1

20
nov
08

Saia de casa no feriado

Pra quem, como eu, não pôde viajar por algum motivo, segue uma despretenciosa sugestão do que está rolando em Sampa e que vale a pena ser visto.

 ————————————————————————————

De 18 a 23/11 o Centro Cultural São Paulo exibe um ciclo em homenagem a Machado de Assis no dia da Consciência Negra. São obras adaptadas para televisão ou cinema, como Capitu, A Cartomante, Memórias Póstumas e O Alienista, entre outros. Também haverá debates e palestras relacionadas ao escritor. Grátis. Veja aqui a programação completa.

Em comemoração ao dia da Consciência Negra, a cidade ganha uma programação especial na praça da Sé a partir das 9h. Entre as atrações estarão a Banda Black Rio, fazendo um tributo a Tim Maia, Seu Jorge, Paula Lima e Virgínia Rodrigues. Grátis. Veja aqui a programação completa.

Domingo termina a temporada do espetáculo “Começar a terminar” com Antônio Abujamra à frente. A peça, que reune fragmentos das obras do escritor irlandês Samuel Beckett, está em cartaz no Teatro João Caetano sexta e sábado, às 21h e domingo, às 19h. Rua Borges Lagoa, 650, próximo ao metrô Santa Cruz. Ingressos: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 meia entrada. Veja mais.

Sábado à meia noite o grupo teatral Cemitério de Automóveis de Mário Bortolotto apresenta o espetáculo “Nossa vida não vale um chevrolet”. A peça conta a história de uma família de ladrões de carros que sofre a perda do pai e tem que dar continuidade ao trabalho. Fica até 13/12 no Espaço Parlapatões, localizado na Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação. Ingressos por R$ 20,00, inteira e R$ 10,00 meia entrada. Veja mais.

14
nov
08

Oficina de máscaras no Ibirapuera

lifesbook.files.wordpress.com

Fonte: lifesbook.files.wordpress.com

 

A UMAPAZ (Universidade Livre do Meio Ambiente e Cultura de Paz) promove a oficina “Máscaras e Meio Ambiente”, nos dias 18 e 25 de novembro, e 2 e 9 de dezembro, das 13h30 às 16h30, no Parque do Ibirapuera. O curso, ministrada pela arte-educadora Mariane Ceron, irá trabalhar com materiais variados o lado lúdico e auto-consciente dos participantes. O programa trará os mitos e os tipos de máscaras em diversas culturas, técnicas psicodramáticas (uso de barro para confecção das máscaras atrelado à simbologia da terra) e histórias sobre a origem do homem.

 

 

Os inscritos devem levar os seguintes materiais:

 

Tintas para papel (preferencialmente biodegradáveis, de qualquer tipo – guache, plástica, esmalte, etc),
Cola branca (aprox. 200g)
Pincéis
Jornais velhos e outros papéis sem uso
1kg de argila
1 cuia ou prato fundo pequeno
1 prancheta ou bandeja (aprox. 30cm X 50cm)
3 sacos plásticos (descartáveis de supermercados)
2 panos para limpeza
1 estilete e 1 espátula
1 avental para proteger a roupa (opcional)

 

 

Serviço: Oficina “Máscaras e Meio Ambiente”

Datas: 18 e 25 de novembro, e 02 e 09 de dezembro de 2008.
Dias e Horário: terças-feiras, das 13h30 às 16h30.
Vagas: 30
Local: UMAPAZ – Universidade Livre do Meio Ambiente e Cultura de Paz
End.: Av. IV Centenário, 1268 Portão 7-A – Parque Ibirapuera.
Inscrições pelo e-mail: inscricoesumapaz@prefeitura.sp.gov.

20
out
08

Inscrições para Programa de Fomento à Dança ocorrem até dia 5

 

Os interessados em participar do Programa Municipal de Fomento à Dança tem até o dia 5 de novembro para efetuar as inscrições de projetos. O Departamento de Expansão Cultural – DEC, localizado à Av. São João, 473 – 6º andar, receberá as propostas de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h. O critério para a seleção é de que sejam pessoas jurídicas representantes de núcleos artísticos sediados na cidade de São Paulo há pelo menos três anos. Serão eleitos até 15 projetos e o valor máximo concedido pela Comissão Julgadora é de R$ 250 mil.

 

 

 

Serviço: Programa Municipal de Fomento à Dança

Local: Departamento de Expansão Cultural – DEC

           Av. São João, 473 – 6º andar

Fone: 3397-0142

Data: segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h.




Arquivo

Lido por

  • 25,376 Cult´s

mais acessados

  • Nenhum
outubro 2017
S T Q Q S S D
« fev    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Atualizações Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.